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Equilíbrio Emocional & Profissional. Afinal, como funciona isso de “coaching” nas Organizações ?

Inicio este artigo brifando aqui a importância do controle das emoções como fator essencial para o desenvolvimento do indivíduo como líder na melhoria da comunicação/relacionamento interpessoal, tornando o ambiente de trabalho mais atrativo, saudável e produtivo (CURY, 2006).


Equilíbrio Emocional & Profissional.  Afinal, como funciona isso de “coaching” nas Organizações ?

Até a década de 1990, acreditava-se que o QI (Quociente Intelectual) determinava o sucesso profissional e até pessoal de um indivíduo, daí as empresas se baseavam em testes onde identificavam o QI de seus líderes e empregados. Com a evolução da ciência, assim como da psicologia e, atualmente, da neurociência, foi se descobrindo que existiam diferentes fatores a determinar o sucesso de pessoas e organizações, chegando ao QE (Quociente Emocional), onde vem se verificando que a inteligência emocional também torna-se imprescindível neste processo.

O controle das emoções pode trazer transformações significativas, tanto no ambiente profissional quanto familiar, uma vez que o indivíduo se torna mais consciente de suas responsabilidades sobre o bem estar de si mesmo e de outrem, usando as habilidades adquiridas para promover uma mudança cultural e social no meio em que vive e ou trabalha (GOLEMAN, 2007).

Segundo John P. Kotter, líderes tidos como bons são os que possuem como traços principais: inteligência, saúde mental e emocional, integridade, alta energia e foco.

Com a globalização e o atual cenário de competitividade e de avanços tecnológicos, muitas organizações precisam capacitar mais seus modelos de gerir e liderar, de maneira que sejam gestões mais flexíveis, entretanto, que permitam a formação de líderes capazes de mudar a própria maneira de atuar, em virtude das exigências que o mercado impõe.  Nesta atual estrutura organizacional, por conta do downsing, evidencia-se o  empowerment, exigindo dos colaboradores a mobilidade quanto inteligência profissional aliada à inteligência emocional, e a base de toda metodologia que o coaching traz é de enorme relevância.

Segundo José Roberto Marques, em seu livro Coaching como Filosofia de Liderança, as empresas que não preocupam-se com seus colaboradores, não tem buscado  atualizar seus conhecimentos e potencializar suas habilidades, e por esse motivo arcam com as consequências de não se manterem no mercado de forma competitiva.

Timothy Gallwey, precursor do coaching no mundo, em entrevista a revista Isto é DINHEIRO (04.09.2013 nº 829), afirma: “Trata-se de uma maneira de ensinar os executivos a criarem uma cultura que não enfatiza apenas resultados financeiros, mas também o desenvolvimento das pessoas. No final das contas, as empresas vencedoras são aquelas com os melhores funcionários”. O mesmo reforça: “Existem apenas duas maneiras de aumentar o desempenho: aumentando o potencial das pessoas que trabalham para você ou diminuindo o medo, as dúvidas, a falta de foco e o tédio. Isso significa que os executivos precisam ter um entendimento não só da parte externa dos negócios, aquilo que se vê, mas também do que acontece com os funcionários, internamente. Gestores geralmente dizem aos seus subordinados o que eles devem fazer. No caso do coaching, o importante é fazer perguntas. Dessa forma, o gestor consegue entender a mentalidade dos funcionários e desenvolver suas habilidades."

Destaca-se, então, a importância do papel do coaching nas organizações e a necessidade latente de mudança em suas formas de atuação, ou seja, um nível elevado de comprometimento com o desenvolvimento e crescimento profissional de seus profissionais. Nesse sentido Jack Welsh enxerga essa realidade em um futuro já bem presente, e assegura: "No futuro todos os líderes serão coaches: quem não desenvolver essa habilidade, automaticamente será descartado pelo mercado" (CEO GE, Jack Welsh).